segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Para minha eterna Marley...♥


'(...)se foi, e com ela essa dor

Se alojou no meu peito devagar


A certeza do amor não me deixa nunca mais


Primavera brilhando em seu olhar


E o olhar que eu guardo na lembrança


Ainda traz a esperança


de te ter ao meu ladinho numa próxima estação'


Meus dias serão cinzentos sem você =/


Com saudade e com amor.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

 
"Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar, eles costumam fazer esquecer que você vale a pena ... "

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sente só:




"(...) Mas escuta a maluquice: é que nada disso impede que eu sinta um amor absurdo por você.(...)Você andando desse seu jeito meio de louco, que chacoalha a cabeça. E se veste mal quando pouco se importa, eu sei, eu entendi. E a manga suja de café. A roupa bege da cor de tudo que é você. Você é tão errado e cheio de estragos. E me peguei olhando pra tudo isso e amando tanto, tanto, tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão bonito ou correto ou mesmo perfeito porque perfeito é o que não tem mesmo cabimento. O resto nem existe porque vemos ou explicamos.


Na sua varanda sem céu, certa vez, você se sentou naquela cadeira sem fundo. Me colocou no seu colo e me deu o abraço que disparava corações em mim como se eu tivesse um em cada nó de veia. E me disse, com sua voz tão bonita, a mais bonita que eu já ouvi, que eu tinha subido todos os seus andares. Eu entendi que você era o homem da cobertura de aço e eu uma espécie rara de passarinho que tinha algum tipo de chave que se autodestruiria em poucos segundos. E eu entendi também que agora que tinha chegado ali, só me restava pular, já que ninguém aguenta o alto tão alto muito tempo. Eu poderia morrer porque você tinha uma carninha mais mole atrás da sua orelha direita e e isso me impossibilitava, dia após dia, que eu vivesse sem sentir você o tempo todo. Mas quem é mesmo que morre dessas coisas? Não, não podemos, com tanta coisa pra fazer, os meninos de dez a vinte dias, os bares, e almoços, o Pilates, a dança, os empregos, escrever, tudo isso que é minha vida antes e depois de você. Tudo isso que daqui a pouco, quando a sensação desgraçada de absurdo e solidão passar, tudo isso volta, se acomoda, a agenda mágica, o gostosinho no peito, esquecer você todo dia um pouco pra vida e todo dia muito pro dia. Mas agora, hoje, guarda isso: eu amo demais você. "

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta.

Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do vôo no momento exato.

Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim.
 
Feliz aniversário pra mim!
*-*

quarta-feira, 10 de novembro de 2010




'...às vezes digo coisas ácidas e de alguma forma quero te fazer compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez maior do que vou sentindo em todos esses meses, e não se soluciona, mas volto e volto sempre, então me invades outra vez com o mesmo jogo e embora supondo conhecer as regras, me deixo tomar inteiro por tuas estranhas liturgias, a compactuar com teus medos que não decifro, a aceitá-los como um cão faminto aceita um osso descarnado, essas migalhas que me vais jogando entre as palavras e os pratos vazios..."

terça-feira, 9 de novembro de 2010


"As sensações sempre sabem mais do que a gente pode saber. Talvez por isso elas sejam terríveis. Talvez por isso doam tanto meu estômago que se renega a acolher o impossível de digerir e classificar. Talvez por isso eu escreva. Talvez por isso eu não vá acordar nunca mais. Nunca mais. Até que eu descubro, quando o teto pesa e tudo aquilo, que o hoje só passa porque acordamos e assim se vai. Amanhã, amanhã. Pão e tudo. E passinhos e ônibus e passarinhos. Armaduras e belezas.
E pensar que se você lê, meu amor, eu escrevo. E se você lê, meu amor, eu como. E se você lê, meu amor, eu continuo viva. É triste, mas se a gente pensar com carinho, é bem bonito."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Ele: Um pouco antes de despertar de uma noite de sono, em frações de segundos antes de abrir os meus olhos, veio tua imagem junto com a imagem daquele sol que lhe afagava, me esquentava e fazia-me feliz, por saber que estávamos tão próximos, partilhando do mesmo calor... mas dessa vez foi diferente... o sol não brilhava, não transmitia-me calor...essa imagem veio em preto e branco.




Ela: Esse frio que toma conta do seu corpo e me traz apenas solidão, meu corpo não caminha mais de encontro ao teu, ele tem outra direção, lembrar de você, me faz querer-te por perto, mas sei que não será o mesmo que conheci, que se doava quando aquela musica tocava e eu sentia seu corpo junto ao meu. Realmente algo deu errado, muita coisa na verdade, e o brilho dos seus olhos, o calor do meu corpo agora são apenas escuridão.



Ele: Foram tantos arrepios, tanta felicidade, tantos batimentos desconcertantes e progressivos de um coração adormecido, este sol chegou de uma forma tão graciosa, sublime, suave, que fica difícil parar um momento para conseguir achar os verdadeiros motivos do nosso calor ter se entregado a esse frio e da nossa luz ter concedido uma aproximação tão voraz da escuridão...mas quando aquela música toca, eu me lembro que o frio e a escuridão eram nossas escolhas para ambientizar a consagração da nossa luz e do nosso calor uma vez encontrados...e isso me faz ter menos medo do frio e da escuridão.



Ela: Tive momentos que procurei loucamente sensações que só você me trasmitiu, coloco aquela música e é impressionante como me desloco para a cena que o oleo deslizava em meu corpo, enquanto a musica acompanhava as batidas do meu coração, sua mão quente e sua respiração tomava conta de mim, sei que nós escolhemos a escuridão o frio, faziamos dele abrigo para momentos jamais explicados ao nascer do sol, e é quando está frio e escuro que lembro o quanto sinto falta.



Ele: Todas as lembranças do teu cheiro alucinógeno, das curvas do teu corpo, da tua voz, da forma que você me olhava enquanto tuas mãos e tua boca exploravam o meu corpo, dos arrepios vindos junto com a vibração grave que aquela música emitia, estão guardadas em minha memória, e ao lembrar delas, eu consigo enxergar uma luz ao meio de toda essa escuridão, e eu consigo sentir mais perto o calor que só teu sol tem, isso faz brotar um sorriso ingênuo e conformado no meu rosto, e aquela pontadinha de certeza de que todo esse frio e escuridão um dia poderá ser apenas um pequeno túnel que de alguma forma nós tínhamos que passar para poder perceber o quanto é melhor ter luz e calor a nossa volta."

Texto retirado do blog 'A Carne dos Deuses"


Adorei.

Traduz exatamente todo o momento.


Ele já disse tudo. Sem mais.